Uma Breve História do Município de Pedras de Fogo

 

 

Por volta de 1680 o capitão - geral André Vidal de Negreiros, em virtude da alteração do seu testamento doou à Nossa Senhora do Desterro de Itambé o Engenho Novo de Goiana. Com terras que se estendiam à Paraíba, pretendia ele a formação de um grupo de pessoas com a mesma dignidade, em número de três, tendo como um dos participantes a Santa Casa de Misericórdia de Lisboa. Esta, por falecimento dos outros dois componentes, simulou cumprir a vontade do testador e mandou como adjunto um padre que se locupletou com os rendimentos. A desídia chegou a tal ponto que fez ruir a capela e as imagens foram recolhidas para um celeiro. Em torno da capela se formou um povoado, recebeu primitivamente o nome de Desterro. Pouco depois de sua fundação veio a decadência e seus moradores se transferiram para Pedras de Fogo, povoado que começava a surgir, originário de uma feira de gado. Sua elevação a categoria de Vila ocorreu em 6 de agosto de 1860, com o território desmembrado da cidade de Pilar.

 

Formação Administrativa

 

Distrito criado com a denominação de Pedras de Fogo, por alvará de 03-02-1735, subordinado ao município de Pilar.

 

Elevado à categoria de vila, com a denominação de Pedras de Fogo, pela lei provincial nº 10, de 06-08-1860, desmembrado de Pilar. Sede na antiga vila de Pedra de Fogo. Constituído do distrito sede. Instalado em 29-01-1861.

 

Pela lei estadual nº 40, de 07-03-1896, transferiu a sede da vila de Pedras de Fogo para a povoação de Cruz do Espírito Santo.

 

Pela lei estadual nº 125, de 07-11-1898, a vila volta a denominar-se Pedras de Fogo.

 

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão administrativa referente ao ano de 1933.

 

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município aparece constituído 3 distritos: Pedras de Fogo, Espírito Santo e Taquara.

 

Pelo decreto-lei estadual nº 1010, de 30-03-1938, o município aparece com a denominação de Espírito Santo e Pedras de Fogo é distrito do Espírito Santo.

 

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, Pedras de Fogo, figura como distrito do Espírito Santo.

 

Pelo decreto-lei estadual nº 520, de 31-12-1943, o Espírito Santo passou a denominar-se Maguari.

 

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, Pedras de Fogo, figura como distrito no município de Maguari ex-Espírito Santo.

 

Pela lei estadual nº 136, de 30-09-1948, o município de Maguari volta a denominar-se Espírito Santo.

 

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Pedras de Fogo, figura no município de Cruz do Espírito Santo ex-Maguari.

 

Elevado à categoria de município, com a denominação de Pedras de Fogo, pela lei estadual nº 895, de 11-03-1953, desmembrado de Cruz do Espírito Santo. Sede no antigo distrito de Pedras de Fogo. Constituído de 2 distritos: Pedras de Fogo e Caaporã, ambos desmembrados de Cruz do Espírito Santo. Instalado em 01-05-1954.

 

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 2 distritos: Pedras de Fogo e Caaporã. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960.

 

Pela lei estadual nº 3130, de 27-12-1963, desmembra do município de Pedras de

Fogo o distrito de Caaporã. Elevado à categoria de município.

 

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito

sede.

 

Origem do Nome

 

També (ou Itambé) significa pedras de fogo (ou pedra afiada que solta faísca). Esse território no século XVI, definido apenas como interior da Paraíba e como interior de Pernambuco era caracterizado pela existência de pedras avermelhadas cuja nomenclatura etimológica (itambé) denuncia a presença de índios na região possivelmente ocupantes do litoral paraibano.

 

As mais antigas referências à existência de um povoado por Pedras de Fogo datam de meados do século XVII. Este parece ter sido o nome, e dado a toda aquela área, onde eram muito comuns as pedras avermelhadas que soltavam faíscas quando em atrito com os casco de bois e cavalos dos tropeiros, colonos e conquistadores lusitanos. Os tropeiros e colonos migravam de Pernambuco para o interior da Paraíba conduzindo boiadas, o que deu origem a uma espécie de feira onde se efetivam trocas e compras de bovinos e eqüinos.

 

Antonio Pereira Gomes Filho

 

Pedras de Fogo ganhou sua emancipação política pela Lei n°895, de 11 de março de 1953, mas a emancipação foi o capítulo final de uma história que teve início alguns anos antes, através de um desejo de Antonio Pereira Gomes Filho, então prefeito do Município de Cruz do Espírito Santo, do qual Pedras de Fogo era distrito.

 

Considerado por uns como “visionário” e “vanguardista”, Antonio Pereira Gomes Filho percebeu a perspectiva de crescimento de Pedras de Fogo, e as dificuldades políticas, administrativas e geográficas de manter a localidade na condição de distrito.

 

Foi esse o homem, cidadão e político que emprestou nome à Casa Legislativa do Município de Pedras de Fogo. Uma justa homenagem a quem participou ativamente da construção deste Município.